24 setembro 2019

Mercado global de computação em nuvem renderá U$43 bilhões até 2020

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Embora ainda seja jovem, a computação em nuvem já passou por uma série de fases ao longo dos seus 10 anos de existência. Hoje, é considerada um dos primeiros passos para que uma empresa se digitalize, um dos alicerces no processo de transformação digital. 

Até 2020, o mercado global de computação em nuvem deverá movimentar receitas de US$ 43,6 bilhões, segundo pesquisa da IDC. Só no Brasil, deverá alcançar US$ 20 bilhões. Assim, o conceito de cloud computing surge para facilitar a vida das empresas, tornando o processo de transformação digital uma experiência mais inteligente, acessível e descomplicada para organizações de qualquer porte.

Confira nesse artigo o que é cloud computing, sua importância dentro das organizações e as vantagens da sua adoção.

O que é cloud computing?

Cloud computing ou computação em nuvem é uma tecnologia que permite o acesso remoto, em qualquer parte do mundo e a qualquer hora, de softwares, armazenamento de arquivos e processamento de dados pela Internet. 

A eficiência da computação em nuvem já ganhou espaço nas empresas brasileiras. A expectativa é de que, até 2020, 94% das empresas tenham investido neste serviço.

Essa inovação revolucionou a forma como as empresas e as pessoas consomem tecnologia por três motivos:

  • Não é necessário nenhum esforço para gerenciar ou dar manutenção em aplicativos;
  • A nuvem é efetivamente infinita em tamanho, portanto não é preciso se preocupar em ficar sem capacidade;
  • É possível acessar aplicações e serviços baseados na nuvem de qualquer lugar -- tudo o que você precisa é de um dispositivo conectado à internet.

Por que é importante adotar a computação em nuvem?

A computação em nuvem traz importantes benefícios para as empresas: redução dos investimentos em infraestrutura, menor necessidade de especialistas dedicados e flexibilidade de crescimento são alguns deles.

Na verdade, a proposta não é simplesmente colocar arquivos na internet e acessá-los de qualquer local e de qualquer dispositivo. Adotar a nuvem quer dizer transformar algo que ficaria restrito a um servidor e/ou espaço físico em algo que pode ser construído de forma colaborativa, por meio do conhecimento e das ações de diversas pessoas. 

A infraestrutura na nuvem é escalável e flexível. Pode-se contratar mais espaço de armazenamento e mais poder de processamento quando quiser, caso a demanda aumente mais do que o esperado. A computação em nuvem também é útil para cortar gastos para investir em outras áreas mais necessitadas. 

Tudo na nuvem é contratado como serviço, de softwares básicos a infraestruturas completas de TI. A empresa paga apenas pelo que usa, sem gastos adicionais com manutenção, possibilitando uma implantação mais fácil, independentemente do tamanho da organização.

Outra questão importante é que, com seus dados na nuvem, a companhia tem mais segurança, pois as informações ficam mais protegidas e podem ser recuperadas mais facilmente.

Enquanto os backups de um sistema tradicional são feitos muitas vezes em mídias físicas, que precisam ser novamente carregadas manualmente, algumas técnicas de nuvem fazem isso automaticamente e de forma criptografada. Além disso, se ocorrer algum problema em um servidor em um ponto do globo, os usuários são automaticamente redirecionados para acessar uma cópia em outro ponto.

Na prática, computação em nuvem significa maior agilidade para lidar com as mudanças do mercado e responder aos seus clientes, entendendo suas necessidades e mudando seu plano de negócios para melhor atendê-los. Nunca foi tão simples analisar uma quantia massiva de informações e transformá-la em relatórios, com insights que podem nortear seu empreendimento e originar decisões data driven.

Como implementar a computação em nuvem?

Há 3 tipos de computação em nuvem: pública, o privada e híbrida. Quando uma empresa planeja utilizar um serviço na nuvem, é preciso saber que a escolha dependerá de fatores relacionados a custo, disponibilidade, desempenho e expectativas. Por isso, é crucial analisar qual o melhor caminho a seguir, avaliando o cenário, prós e contras de cada modelo para cada situação e aplicação.

Em seguida, veja como cada nuvem funciona:

Nuvem pública

São recursos como servidores e armazenamento, fornecidos por terceiros e disponíveis a quem quiser contratá-los, seja empresa ou pessoa física.

Por meio desse modelo, o cliente é responsável pelo que será enviado para a nuvem, seja um backup, um aplicativo ou alguns arquivos. Já o provedor de nuvem fica responde pela manutenção, segurança e gerenciamento de todos os recursos.

Na nuvem pública, fica tudo disponível na web e os recursos compartilhados entre vários usuários que a usam simultaneamente (mas separadamente, com acesso seguro), o que mantém os recursos padronizados. Como oferece soluções unificadas, esse modelo acaba saindo mais barato. 

Google Drive e Drop Box são exemplos de nuvem pública e gratuita para armazenamento de dados. Empresas que usam esse tipo de nuvem, geralmente estão iniciando no mercado e amadurecendo conhecimento em tecnologia. 

 

Nuvem privada

Nesse tipo, a empresa mantém a infraestrutura da nuvem em seu domínio interno e oferece acesso restrito a usuários selecionados, como funcionários e parceiros.

A nuvem privada permite a personalização das funções e do suporte às necessidades da empresa. Como ela é projetada exclusivamente para a companhia, todos os processos são direcionados para a realidade do negócio.

Este tipo de nuvem é usado por organizações que devem seguir certos regulamentos e regras específicas sobre segurança e privacidade de dados e informações, como é o caso de algumas instituições financeiras e governamentais.

 

Nuvem híbrida

A nuvem híbrida é a combinação que permite compartilhar dados e aplicativos entre os outros dois tipos de nuvem citados.

De acordo com a necessidade e a estratégia do negócio, alguns recursos são utilizados de forma privada, outros são utilizados publicamente ou estão ligados por meio de tecnologias.

Se sua empresa está insegura em levar todos os aplicativos e dados para a nuvem, combinar servidores on premises e cloud é uma boa alternativa. Parte dos dados podem ficar no servidor da empresa, enquanto alguns arquivos ficam na nuvem pública, por exemplo.

 

Existe um tipo de nuvem para cada perfil de empresa. O certo é que esse é um caminho sem volta, e as tendências em computação em nuvem esperadas em 2019 só comprovam isso:

  1. O número de serviços e soluções em nuvem (SaaS, PaaS, IaaS) continuará a aumentar
  • O Software como Serviço (SaaS) apresentará um crescimento anual de 18% até 2020, de acordo com a Bain & Company.
  • O investimento em Plataforma como Serviço (PaaS) crescerá para 56% em 2019, tornando-se o setor de plataformas em nuvem que mais cresce, segundo a KPMG.
  • O mercado de Infraestrutura como Serviço (IaaS) deverá atingir US$ 72,4 bilhões em todo o mundo até 2020, segundo o Gartner.
  1. Mais empresas vão optar por soluções de nuvem híbrida

É um desafio fazer a transição completa para a nuvem. Por isso, as soluções de nuvem híbrida terão um papel importante. Com elas, as empresas podem adotar a nuvem em seu próprio ritmo, com menos risco e a um custo menor. Essas nuvens podem ser sistemas multi vendor ou uma mistura de nuvens privadas e públicas.

Continue a seguir nosso blog e acompanhe todas as novidades que podem influenciar seu negócio..

 

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