3 Setembro 2018

Precisamos falar sobre marcas e Dudas

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Propósitos e valores. Normalmente, encontramos esses dois conceitos bastante vinculados a comportamentos humanos, parte fundamental do processo de autoconhecimento de uma pessoa e suas aspirações na sociedade.

 

Mas, se a própria sociedade é composta de indivíduos e corporações, natural que esse mesmo raciocínio se aplique às empresas em que trabalhamos, certo? É essencial - e urgente - que as marcas comecem a entender seu papel social, muito além da simples oferta de produtos ou serviços, ainda que com excelência e responsabilidade. É preciso deixar um pouco os fins de lado para focar nos meios, construir pontes de conexão afetiva com os clientes, em vez de apenas procurar atalhos para chegar até eles.

 

Precisamos prestar mais atenção ao processo de autoconhecimento das marcas que representamos, das marcas pelas quais investimos nosso tempo, nossa confiança e acabam por ser uma extensão de nós. Para que isso seja feito de forma genuína, entender seu motivo de existir é o ponto de partida. Basicamente, um processo de humanização do corporativo, que instiga a marca a se entender de forma mais profunda, alinhando valores, crenças, personalidade e buscando não apenas se comunicar, mas se relacionar com seus diversos públicos.

 

Comprovando a importância do assunto, uma pesquisa realizada pela TIP (Transparência, Inspiração e Propósito) mostrou que 68% da geração Z (jovens entre 18 e 24 anos) deixariam de seguir ou consumir determinada marca à partir do momento em que esta não se conectar mais com seus valores, com sua forma de pensar ou se não contribuir para o bem da sociedade.

 

Menos “core business", mais "core in business”. Colocar o coração no negócio significa se preocupar mais com a diferença que a marca pode fazer na vida das pessoas, de forma mais humana, mais comprometida e muito mais atuante. Ter uma agenda de ações, praticar aquilo em que se acredita e proporcionar experiências construtivas aos seus públicos.

 

E, assim, chegamos à Duda.

 

Uma brasileirinha que, ainda durante a gestação, foi diagnosticada com uma síndrome rara de seu 8º cromossomo. Diante desse quadro excepcional e sem fôlego para manter os altos custos do tratamento, seus pais criaram um evento esportivo chamado Todos Pelos Passos da Duda, que conta com provas de corrida e caminhada e teve sua 2ª edição no último domingo, 2 de setembro, em São Bernardo do Campo.

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Desde o início, o objetivo não era apenas ajudar a Duda, mas proporcionar uma grande corrente do bem, em que todos pudessem compartilhar seus propósitos e valores para transformar milhares de vidas. "Nunca pensamos em fazer um evento onde as pessoas só se preocupariam em doar dinheiro para a Duda, nossa busca por parcerias com as marcas também foi alinhada com a perspectiva de elas se preocuparem em propagar hábitos saudáveis e construtivos a outras pessoas." afirmou Karina, mãe da Duda.

 

TOPdesk, Oxford University Press, Shopping Metrópole, A Esportiva e outras marcas de diversos segmentos não só fizeram parte da promoção do evento como patrocinadores, como incentivaram seus colaboradores para a prática da atividade física, inscrevendo-os na prova e propaganda a causa para outras centenas de pessoas.

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Como explica Tiago Krommendijk, diretor-geral da TOPdesk no Brasil, “Nosso propósito é ajudar as pessoas a se desenvolverem em seu potencial, tanto pessoalmente como profissionalmente. Isso fica bem claro em nosso conceito de marca - Elevating Lives -, que significa colocar as pessoas no centro do nosso negócio. Por isso, cada movimento de nossa marca deve sempre indicar uma forma de ajudar as pessoas a terem uma vida cada vez melhor.”

 

Do discurso para a prática: com mais de 1.800 inscritos, 700 pessoas a mais que o ano anterior, a campanha cumpriu com o objetivo de embarcar a Duda e seus pais para o Chile, onde poderão continuar com o tratamento, e, de quebra, arrecadou mais de 1.500 quilos de alimentos para outras instituições.

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Um belo exemplo de como propósitos genuínos e alinhados criam redes de relacionamento muito mais profundas entre marcas e consumidores. Porque, no final, tudo se resume a pessoas, e sempre serão as pessoas as responsáveis por transformar o mundo para melhor.

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